Nossa História

Nossa História

Olá, meu nome é Marcelo, mas sou conhecido como Marcelinho Protetor devido ao meu trabalho com animais abandonados, desde meus tempos de criança. Mantenho um abrigo para animais em Mairiporã e, hoje, abrigo cerca de 200 animais (70 gatos e 130 cães). Também faço um trabalho de conscientização e controle populacional de animais, com mutirões de castração e educação infantil, na Comunidade do Sapo, favela da Zona Norte de São Paulo, onde morei durante seis anos.

Tive meu primeiro contato com a proteção animal quando, ainda criança, me mudei com minha mãe para Alagoas e conheci uma senhora que cuidava de mais de 100 gatos. Aos nove anos de idade, quando percebi o sofrimento de tantos animais pelas ruas, comecei a resgata-los.

Quando voltamos para São Paulo, ganhei a Tifane e, logo depois, apareceu em casa a Magrela, uma cadelinha de rua. Como o terreno ao lado de casa estava abandonado, fiz uma casinha para a Magrela poder ficar por lá. Passaram alguns dias e um vizinho jogou sua cachorra com cinco filhotinhos na rua. Peguei todos e levei para o terreno. Fiz outra casinha pra eles e comecei a pedir sobras de comida nos restaurantes próximos para alimentar os cães. Nessa época, eu com 13 anos, conheci a Dra. Veronica, de Guarulhos, que castrou esses meus primeiros resgatados. Infelizmente, o dono do terreno em que eu mantinha esses cães apareceu e os despejou na avenida. Peguei todos, que já eram 18 animais, e os levei para minha casa. Minha mãe não aceitou e decidi sair de casa com eles. Fui para um abrigo com todos eles, mas dos 18, apenas seis sobreviveram.

Com a ajuda de amigos consegui ajuda para comprar um barraco de pouco mais de 10m² na favela do Sapo e fui pra lá com meus cães. Na favela, vi que a realidade desses animais era ainda pior do que a que já tinha encontrado e logo me vi com 20 cães em um barraco de 2,5 X 5. Fui atrás de ONGs para castra-los e comecei a trabalhar em uma entidade internacional de defesa animal. Ganhava uma castração por semana, levava os bichos dentro do ônibus, orando para o motorista ou cobrador não verem e me expulsar.

Perdi meu emprego na entidade quando descobriram que eu era menor de idade, mas com a rescisão consegui comprar um barraco maior e continuei lutando pra resgatar, castrar, achar adotantes para os bichinhos que encontrava abandonados,

até o dia em que, depois de uma chuva torrencial, meu barraco começou a ruir.

A CHÁCARA

Amigos se uniram e me ajudaram a comprar a chácara em que fiz meu abrigo, aqui em Mairiporã. No começo, abrigava os animais dentro da única casa construída no terreno. Com o tempo, sempre contando com doações de pessoas que conhecem meu trabalho, construí algumas baias para os cães, um gatil, e uma enfermaria para atendimento emergencial.

Hoje, o abrigo está lotado. Com ajuda de doações luto todos os meses para cuidar da saúde, alimentar e dar abrigo a esses 200 animais, além de manter o abrigo funcionando. Atualmente estou finalizando a construção de um novo gatil para poder separar os gatos adoentados para que não contaminem os que estão saudáveis; e preciso reformar o canil e construir uma área de quarentena, o que não é simples, pois a chácara em que se encontra o abrigo é em declive e demanda mão de obra especializada e mais cara. No momento, nem tenho verba para isso.

PROJETO BICHOS DO GUETO

Idealizei o Projeto Bichos do Gueto e, semanalmente, com a ajuda de alguns voluntários, realizo eventos de adoção de cães e gatos em diferentes pets shops em São Paulo, quando tento conscientizar a população de que castração, vacinação, vermifugação e o não abandono dos animais é também uma questão de saúde pública. Todos os animais doados são vermifugados, castrados e vacinados.

 

Política de adoções

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, apenas no Brasil, existem mais de 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães abandonados nas ruas de nossas cidades. Em cidades como São Paulo, para cada habitante há um animal abandonado e segundo a prefeitura são cerca de 300 mil a 1 milhão de cães e gatos pelas ruas da maior cidade do país.

Nosso trabalho é resgatar, tratar e acolher o máximo de animais que temos condições de cuidar (e hoje já estamos no nosso limite). Todos os que resgatamos são avaliados por veterinários, tratados quando necessário, castrados e seguem para adoção. Infelizmente sabemos que a maioria não encontrará um lar e ficará no abrigo, então nossa luta é diária para encontrarmos adotantes conscientes, que cuidem desse bichinho com muito amor e carinho.

Nosso trabalho é feito por voluntários que, se acharem necessário, podem pedir para visitar a casa do adotante para terem certeza que o cão ou gato estão indo para um local seguro e sem acesso à rua. E porque fazemos isso? Simples, não é justo para o bichinho ter sido retirado da rua, ser castrado, ter sua saúde monitorada e ter recebido boa alimentação, acabar na rua novamente devido a um descuido de seu novo tutor. Assim como não é justo para todos os voluntários, que se dedicaram ao bem-estar desses animais, descobrirem que ele fugiu, morreu atropelado ou pegou alguma doença por ter ido parar nas ruas novamente.

Assim, nossos cães são doados apenas para casas seguras, sem rotas de fuga (muros baixos, portões constantemente abertos, etc.). Já nossos gatos são doados apenas para apartamentos telados e casas comprovadamente seguras, com muros altos e portões totalmente fechados.

Os novos tutores também aceitam que nossos voluntários entrem em contato e visitem os animais adotados para que seja comprovado que todos estão sendo bem tratados. Em caso de maus tratos, os tutores aceitam que os voluntários resgatem o animal e o traga novamente para o abrigo. Assim como nos responsabilizamos por aceitar o cão ou gato adotado que porventura seu tutor opte por devolver.

Condições financeiras
Lembre-se, um cão ou gato não são brinquedos. São seres vivos que devem ser tratados com respeito e amor. Avalie se você terá condições financeiras para adota-lo, pois haverá gastos com alimentação, veterinários (vacinas/doenças que possam aparecer) e, até, com higiene.

Termo de Responsabilidade
Você terá que assinar um Termo de Responsabilidade, que trará todos os seus dados pessoais, endereço, telefones de contato e e-mail, e se comprometerá a não repassar o animal para outra pessoa sem nossa autorização, além de se responsabilizar por sua saúde e segurança.

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